Novembro

São Paulo, 14/11/2014 - As ações deverão migrar para a nova clearing da BM&fBovespa em 2016, disse, há pouco, o diretor executivo de Produtos e de Relações com Investidores Bolsa, Eduardo Guardia. O executivo citou que ao longo do segundo semestre de 2015 as ações passarão por um período de testes e que depois disso haverá uma fase de certificação e homologação, assim como os ciclos de produção em paralelo, destacou. A migração das ações dependerá de aprovação do Banco Central (BC).

O presidente da Bolsa, Edemir Pinto, disse que ainda não existe uma data certa para o processo, mas que a estrutura da Bolsa deverá estar pronta em outubro do ano que vem. Entretanto, como a migração depende dos demais participantes do mercado, assim para do crivo do BC, é difícil estabelecer uma data.

Guardia lembrou que em agosto os derivativos estrearam na nova clearing, com sucesso. Segundo ele, na fase dos derivativos, os ciclos de produção paralela demonstraram grande importância, destacando que o processo é feito ao lado das 70 corretoras que atuam no mercado, por exemplo. "É preciso fazer o processo na velocidade adequada", disse.

O executivo citou que grande parte dos benefícios a serem entregues ao mercado com a integração das clearings já ocorrerá com os derivativos e ações no novo ambiente. Junto com a migração das ações, serão contemplados os títulos de renda fixa privada e BTC.

O diretor de RI da Bolsa disse ainda que a companhia quer entregar a integração completa da clearing o mais rápido possível. "Essa entrega é importante para a companhia, como forma de eficiência de capital para os investidores, e deve ajudar a aumentar os volumes de negociação, já que as margens requeridas são menores. Não há incentivo algum para adiar a entrega um dia sequer", destacou.

Depois dos derivativos e ações, faltará a migração dos títulos do governo e o câmbio para a clearing, encerrando, assim, a integração das quatro clearings antigas.

Questionado sobre uma eventual entrada de concorrência no mercado brasileiro, o executivo disse que "ninguém bateu à porta da Bolsa para utilizar a estrutura de pós-negociação da Bolsa". Caso um concorrente queira entrar no mercado brasileiro, e se precisar dos serviços da clearing da Bolsa, o executivo lembrou que esse serviço será prestado após o término da integração. Por outro lado, Guardia frisou que não vê alguém interessado em concorrer "por algo que representa 5% da receita da Bolsa". (Fernanda Guimarães - Fernanda.guimaraes@estadao.com)